quinta-feira, agosto 11, 2005

Dógui, Réd, Bói, Gãrl

Quatro carros com quatro figuras seguiram por quatro ruas.
Em cada carro uma figura e dois puliça.

Nenhuma palavra foi dita.
Nem pelos temerosos prisioneiros, nem pelos misteriosos captores.

Chegaram todos à um destino.
Uma casa de madeira na mata, já na noite escura.
Os faróis dos carros iluminavam pouca coisa, e assim era difícil identificar qualquer forma no meio da chuva torrencial que impossivelmente só fazia insistir em piorar.

Tocados para dentro como para o abate, as franzinas figuras aceitaram seus destinos, resilientes, até mesmo a fatal dama rubra, atitude que não combinava com suas de mais cedo.

Tranca-se a porta por fora.
Os faróis iluminam as frestas nas tábuas da parede e desaparecem. O mesmo acontece com o ruído dos motores, que fatalmente somem e se transformam apenas no barulho da chuva gritando contra o telhado.

Nenhuma luz, nenhuma palavra.
Sozinhos ali, se acostumam a escuridão, chegando, no melhor momento, a ver apenas as silhuetas uns dos outros.

- Que chuva...
- O quê? - diz a garota.
- Não disse nada - diz o rapaz.
- Foi o Totó ali que falou - diz a dama.
- Então... - continuou o quadrúpede - alguém aí quer que eu explique o que aconteceu?

2 Comments:

Blogger Eduardo Gameiro said...

E finalmente, inicia-se o capítulo 2...

1:12 AM  
Blogger Katia K. said...

Ok... não hei de demorar tanto.
Edu, tive uma idéia pro documentário (sexta-feira, 13:30) e queria falar com vc!!!
Beijos, até...

1:34 PM  

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